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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

João Rosa de Castro - Paisagens Oníricas - Com Prefácio de Olga Maria Gonçalves

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O FAVÔNIO DO OESTE                                                                                                (À Kimberly) Eu queria tomar um porre homérico.
Eu queria um poema ingoogolável.
Traria para a realidade todas as possibilidades dos sonhos.
Tudo seria trágico.
Tudo seria mágico.
Mas o dia, a tarde, a noite, a madrugada foram incompletos.
Eu queria um poema homérico.
E tomar um porre ingoogolável.
Fazer as pazes com todos os meus inimigos.
Deixar os amigos contrariados.
Mas isto é tão cristão.
A poesia, o álcool, os inimigos – tudo tão cristão.
Eu queria tomar um porre homérico.
Hercúleas sagas que sem ouvir se conhece.
Do homem que faz pacto com a dor.
Do homem que mente mentiras feias.
Do homem que em silêncio pensa ser pobre ou vão.
Seria um poema eclético.
Um porre extrawickipediano.
Só os deuses saberiam de suas catacumbas.
Mas o meu amor não veio,
E mais uma vez tive orgulho da minha tão sóbria solidão!

Iriver Brasil: Conteúdo free, Cazuza e poesia.

Iriver Brasil: Conteúdo free, Cazuza e poesia.: Olá caros leitores! Gostaríamos de divulgar o material do escritor João Rosa de Castro, que diponibiliza seu material gratuitamente! E que...

Lume d'Arena: João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com ...

Lume d'Arena: João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com ...: RACHEL ÀS VEZES SE REBELAVA Não me queiras malbaratar as sutilezas do monumento humano que é meu bailar; não bailo involuntária ou in...

João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com Prefácio de Carmen Liz Vieira de Souza

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RACHEL ÀS VEZES SE REBELAVA
Não me queiras malbaratar as sutilezas do monumento humano que é meu bailar; não bailo involuntária ou inconsciente como respiro, ou por acaso, como as periguetes rebolam; não é articular-me como se digerisse, como se sonhasse, como se morresse. Não malbarates um monumento humano, que é assim humano, assim monumento, pois age no mundo tanto como qualquer monumento anseia como quanto o que há de mais humano acomoda, assimila, devaneia – bailar não está possível para sequer uma fotografia, para uma película inteira, tampouco para a tinta e os dedos de um reles poeta; bailar não se malbarata, não se compara; não se vende abaixo nem acima de custo, nem com prejuízo, muito menos lucro injusto; bailar não se emprega ou se gasta inconvenientemente; não se dissipa, não se desperdiça. Não me venhas desbaratar as nuanças do panteão clemente que me são os ritmos dos movimentos; não me movo independente da minha vontade ou na emergência de viver; sequer fortuita como uma…