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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

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Este livro não será lido

João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

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Confessa ao suave e indiferente ruído da máquina os segredos que você ouvia nas ondas do mar. Os monumentos que você ergueu com as cores da flora. Confessa essa vontade recôndita de poder ter vontade. O mundo foi multiplicado. Respirar o seu ar será cada vez mais possível. A busca da solidão te fez menos solitário. A realidade, a história compacta; a sua castidade, a ideia exata não foram delírio, posto partilhadas. E qual a água e qual o canto e qual filosofia simbolizarão a possibilidade do que você imagina, a realização do que você anseia? Seus planos estão armazenados nas estrelas duma constelação ainda por brilhar. Mas você inquieto não percebe que o silêncio é uma ilusão. Você criminal, você – bandido que rouba horas às mulheres: seus amigos debocham de você; acham que você é doente porque você se faz de tudo. Você é o ator do impossível. Você nunca acertou um alvo com a lança. Você não quis visitar a França. Você fugiu da dança. Um homem que te enxergue te despreza, pois você s…

João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

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A PARTIDA
Sentado num trono rodeado de anjos famintos. Com seus olhos cerrados como quem não quer ver o mundo, você vocifera contra os arquitetos da sociedade inconclusa. Fala da mentira destilada qual veneno. Desperta os ouvintes com indignação. Discorda muito, concorda pouco. Faz alusão ao verde das florestas. Você inventa ilhas para entender a solidão a que se propõe. Visita os francos, os anglo-saxônicos, os germânicos; com o pé na sua terra. Que terá dela então levado para os nortes? De que mesmo terá saudade? A sua maior mímica se dá quando respira. E quer ser estátua. E quer ser robô, mas não quer sonhar. Do lado de alguns, você vagueia, diante de muitos, se renega. Cospem-lhe a face os fiéis. Porque você adentra com a marca da arte na face. As montanhas, cujas imagens tomam espaço em sua memória, dão vista ampla para paisagens muito distantes. E você diz: “A loucura é o esboço da dor”. Entre os crimes traz um que é claro. Porque o soldado não podia ter um nome, e a guerra se to…

João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

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Odã gaê, Salva o legado do vovô. Mata a temática do furor. Vê o movimento do beija-flor. Odã, Odã. Sente as raízes aos teus pés. Sê essa árvore com sabor. Vê o horizonte se afastando E o seu castelo vistoso. Odã gaê: Gaia envolta em azul. Tu soprando teus ventos.