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Mostrando postagens de Julho, 2016

João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

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João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

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João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

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MÃEDEDEUS
E a árvore testemunha. A árvore não teve vergonha Do que isto fez, do que isto quis. Que a raiz subiu ao céu Para além dos olhos do humano. Teve com Deus conversa, E ele não gostou nada Do que se dizia aos seus pés. Dinossauros divertidos Pensando a raça virgem, Maquinando um futuro só Para todos os suburbanos. E a árvore testemunha Conseguiu o nosso perdão
E no-lo entregou em mãos.

João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

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ENTRE (a Léo de Carvalho) E um beijo vespertino numa nuvem te beijou. E você e tu e vós com sua voz não sentiu dor. Que eras o resumo do ente amado e ideal dum Outro ser que te procura mas não te encontra. Que eras o vaga-lume a deixar só o rastro da Sua luz iluminando as noites que insistiam. Que eras um formador de toda espécie de anjos Realizadores incansáveis do desejo em ti surgido. Que eras o rei presente nas disputas dos teus filhos Que lutavam a deitar sangue e sêmen nas sarjetas. Por teu trono. Por teu trono. Por teu trono. Que eras o navegante cruzando oceanos longínquos Desafiando cantos suspeitos, rompendo tradições. Que eras o elemento procurado pelos alquimistas, A filosofal pedra, o elixir da juventude. Que eras tudo. E teus horizontes ainda aguardam a tua vontade. Tua grandeza se multiplica a cada movimento
Que ainda teces nesta terra.

João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

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INTERMITENTE CRIAÇÃO
Qual sentimentozinho caberia Na palma ressecada deste poema Encontrado num momento Feito só para esquecer? Criatura não foi criada para entender criador. Criador não conhece sua própria geografia. O universo faz e acontece com a cósmica anatomia. O resultado: esse sentimento rasteiro e sem nome. Que nome darei? Que nome darás?
Ajuda um poeta que se acha sem palavra.