João Rosa de Castro - Adeuses

ALGARISMOS ROMANOS

Nuvens cintilantes
Pairam sobre o desatino
Para que não se veja
O quanto se esqueceu.

A dose exata
Sempre será impossível.
A menos que alguém dite.
A menos que telefonem
Numa hora perdida, qualquer.

Render-se,
Sucumbir ao singelo caminhar entre os estranhos
É uma forma eterna de aceitar a vida.

Quanto mais se aproxima da certeza,
Mais distante do prazer que dá e passa.

Um corpo desenhado na memória.
Um rosto que insiste em ser tocado.
A praça numa tarde em seu silêncio.
O mundo vai continuar o mundo.

Esse espelho não pode se negar a refletir!

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