domingo, 22 de setembro de 2013

João Rosa de Castro - Alma Nua

SEM MEMÓRIA

Um poema impresso na mão,
Um poema diluído na água,
Um poema de um verso só,
Um poema que me livre do desespero
Lido na noite em silêncio.

Entre os meus olhos e as letras
Espalha-se o mundo, infinito mundo
De mistérios e certezas.

Nietzsche morreu - antes de ser O Deus do Mundo.
Mas que importa se é um deus no meu quarto?

Perdão, leitor:
A verborragia é a única linguagem que resta
A um sujeito desmemoriado
Que acorda no meio da noite.

João Rosa de Castro - Amor Grátis

BREVE Falsa saudade corrói o peito do homem-criança. Quiçá a casinha, Quiçá a amarelinha, Quiçá virá o inferno ou o céu Como ce...