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domingo, 3 de janeiro de 2016

João Rosa de Castro - O Cio da Pedra

O CIO DA PEDRA


O imã nada imagina.
A pedra cedo germina.
A gente se determina
A ler um jornal por dia.
A febre nunca termina.
As férias nada ensinam.
Trabalho não dignifica
Nem homem, nem rã – leopardo.
Os irmãos nada descobrem.
Extratos bancários não tecem
Nem cor aos olhos
Nem som a ouvido algum.
Os anéis nada explicam,
Salvo os da essência d’oeste.
As rimas nunca perseguem
Como fizeram ao Navegante.
Milhões de almas em transe.
A crina ninguém emudece.
As rosas antes falassem
Do que murcharem tão sãs.
O tiro ninguém escuta.
A tribo nada resume.
A gente só examina
O tipo de asfalto que pisa.
O ouro nada reflete.
O espelho ninguém reprisa.
O prisma antes fizesse
Da lua nova outro sol.
Os plugues não sabem hora
Mas ligam, ligam – quase nada.
E eu a tudo assisto.
Insisto, insisto – quase tudo!