João Rosa de Castro - O Cio da Pedra


ENTRE
       (a Léo de Carvalho)
  
E um beijo vespertino numa nuvem te beijou.
E você e tu e vós com sua voz não sentiu dor.
Que eras o resumo do ente amado e ideal dum
Outro ser que te procura mas não te encontra.
Que eras o vaga-lume a deixar só o rastro da
Sua luz iluminando as noites que insistiam.
Que eras um formador de toda espécie de anjos
Realizadores incansáveis do desejo em ti surgido.
Que eras o rei presente nas disputas dos teus filhos
Que lutavam a deitar sangue e sêmen nas sarjetas.
Por teu trono. Por teu trono. Por teu trono.
Que eras o navegante cruzando oceanos longínquos
Desafiando cantos suspeitos, rompendo tradições.
Que eras o elemento procurado pelos alquimistas,
A filosofal pedra, o elixir da juventude. Que eras tudo.
E teus horizontes ainda aguardam a tua vontade.
Tua grandeza se multiplica a cada movimento

Que ainda teces nesta terra.

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