João Rosa de Castro - Zum


ZUM


Para o alto e para frente anda ereto o velho novo homem.
Se fará nas estrelas distantes o desenho que lhe cabe
Isso veremos constantes pelos mapas das cidades.
Se parar no meio do caminho para brigar com as pedras
Ou disser que já não ama os presentes circunstantes,
Para o alto ele voa e para frente ele entoa
O seu grito, o seu hino, o seu poema mais louco.
O Evereste ever peste, ever cura que aparece.
O King-kong, king-homem que na mão carrega o mundo.

Como faz bem respirar! Como é sutil enxergar!

Para o alto, para frente, para o topo das montanhas
O seu grito longe ecoa, um tarzan-homem-aranha.
E os lares clareados com as janelas abertas.
A arquitetura pulsante ejaculando a fumaça
E a estrada longa atenta para o homem que passa.

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