domingo, 30 de julho de 2017

João Rosa de Castro - Zum

ÍCARO


Porque aquele que se acha no final voa rápido para o começo.
E relê tudo.
E refaz tudo.
E novamente se surpreende,
Que até as paredes do labirinto
Criam imagens novas no tempo.
Porque o ventre da natureza
Com seus tentáculos abraça o homem
Sempre que ele se vê perdido.
E as canções e as solidões
Das multidões o acompanham embevecidas
Em rimas lentas e encantadoras.

Não há pessoa que não se perca
Nos arredores do além-mundo.
Pois entre o silêncio do último suspiro
E a sinfonia do nascimento
O melhor mesmo é renascer.

João Rosa de Castro - Persona Non Grata

O DIÁRIO Anda por ruas estreitas que dão na avenida. Vê os passantes apressados esperando o sinal. Frisa que sabe onde é norte – pr...