PARALELEPÍPEDOS
Todo o amor que eu carrego no peito.
Toda flor que eu encontrar no caminho.
Rasuras, erros de mentalização.
Tudo isso serve de sinal?
Toda pessoa carece de um sinal?
Toda existência precisa de um final?
Erros. Erros de interrogação.
Distorções sobre a queda de uma nação.
Todo tempo de uma vida,
Esses passos que sempre me trazem aqui,
Esse vai-e-vem infernal de gente,
Tudo é enfadonho quando não estou apaixonado.
Tédio aos paralelepípedos.
Tudo isso é uma relíquia.
Todo homem guarda suas relíquias.
Emoções, emoções – sensações.
O que resta a uma vida ao fim
São lembranças de vistas esplêndidas,
Toques esplêndidos,
Um beijo, que seja,
Um aperto de mão.
Síntese de sentimentos desbravadores
Que imprimem impulsos,
Induz aos atos
E rege o mundo.
Tudo isso funciona como arsenal.
Toda vida é monumental.
Erro. Erro de interpretação.