João Rosa de Castro - Adeuses

UM ADEUS

Ai como é belo e humano
O desejo de morte sorrindo
Como na infância inocente
Que tudo faz querer.

O que o capricho ordena
Em tempos de solidão
É que se veja ao espelho
E duvide que faz sentido
Viver após ter amado.
Para quê?

Depois de ter ido às estrelas.
Depois de desprezar a mentira.
Depois de ter sido amado
E ver que a verdade é um prisma.

Só resta saber qual o lado
Do mundo para observar
Como se eu fosse pura atenção.

De fato é certo e nítido
Buscar quanto se desconhece.
Sentir o perfume que o nada
Exala para encantar.
Para encantar.
Mas tudo que se memoriza
É humanamente permeável.
Não estarei aqui perdido.
Adeus…

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