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domingo, 1 de setembro de 2013

João Rosa de Castro - Alma Nua

DESEJO PERIFÉRICO
                            
Moço molhado para almas secas,
Gosto de como você chuta a bola
E de como contempla a aurora.
Suspiro ao ver-te em metálica armadura
E depois em pêlos – bermuda.
Moço da periferia distante
Tão perto do mais puro amor.
Nobre, anseia por algo esquecido
E ri a risada – langor.
Ah se eu pudesse deitar-te só meu.
Roçar-me ao teu peito tão seu.
Ah se entre beijos, salivas e suores,
Tivéssemos que esconder
Do mundo o desejo latente, contente.
Seríamos só você e eu.