João Rosa de Castro - Flores do Pântano

AURA CINTILANTE

Sua pose estatuária,
Fixa no meu pensamento,
De uma nudez imperscrutável,
De mil possibilidades de prazer,
De um silêncio vespertino,
E uma música ardente e viva,
Junta com as mãos os extremos impossíveis,
Dá vida ao que jaz inamovível,
Chama os seres a uma distância incomensurável,
Que surgem rápido, colorindo uma tela em branco.
Dá rumo a cada passo – evitando uma queda.
Ajusta as narrativas confusas na minha mente,
Beija o meu corpo de amor.

Sua imagem, fixa no meu pensamento,
Dá conselhos amigos,
Prevendo a felicidade vindoura,
Ouvindo atenta os meus gemidos,
Cresce numa aura cintilante,

Mas vacila e se perde por completo

Quando deparo com você fora de mim.

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