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domingo, 1 de dezembro de 2013

Prefácio de Carla Adriana Reinaldo Garcia dos Santos

Prefácio

Em seu livro “Flores do Pântano”, João Rosa de Castro lembra que a poesia reside na alma humana.  E, como bem diz Rubem Alves, “Alma é o nome do lugar onde se encontram esses pedaços perdidos de nós mesmos. São partes do nosso corpo como as pernas, os braços e o coração. Circula em nosso sangue e está misturada com os nossos músculos...”.
Então, a poesia é a arte de fazer com que as palavras contornem os sentimentos, o pulsar dos sentidos que nos habitam para, com uma sonoridade harmoniosa, expressarem o que flui do coração, endereçando-nos à emoção.
Assim, o autor faz das lembranças vividas e do sentimento de solidão a matéria prima, o barro vivo, que molda em poesia onde retrata o amor, o prazer, a dor, seus deuses, seus sonhos e seu mundo a seu modo, isoladamente. Desta forma, desenha a saudade no caminhar contínuo do tempo, na busca pelo sentido da existência.
Demonstra uma sensibilidade límpida, criatividade, suavidade e habilidade em brincar com as palavras em uma escrita sem rodeios.
O poeta, logo no início do livro, convida-nos a irmos com ele ao pântano para encontrarmos a magia que moverá nossa emoção em cada uma das “flores” que poderão ser colhidas, uma a uma, durante 36 semanas que levará a publicação do livro aqui no Lume d'Arena. 


Carla Adriana Reinaldo Garcia dos Santos