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domingo, 6 de abril de 2014

João Rosa de Castro - Flores do Pântano

ODOR DI FEMINA

Uma mulher que pensa em trair
É frágil.
Uma mulher que fala em igualdade
De comportamentos entre os gêneros
É frágil.
Uma mulher que diz
Que ninguém é superior a ninguém,
Além de comunista,
É frágil.
Uma mulher que aparece fácil,
Que nunca se atrasa,
Que nunca dá o cano,
É frágil.
Uma mulher que troca de pênis
Só pra afetar experiência
É frágil.
Uma mulher que imita coisas masculinas,
Que faz luzes e usa perfumes amadeirados e calças,
É frágil.
É frágil a mulher que pensa
Agradar um homem só porque o imita.
É frágil a que se interessa por homens inexperientes,
Como que pra se sentir sua mestre.
A mulher que pensa que pareceria frágil
Por obedecer ao seu homem
E assim o resiste com capricho
É frágil.
As mulheres que acreditam
Existir amizade entre homem e mulher
São frágeis.
E também as que crêem
Que os gueis são seus melhores amigos
E os mais sinceros entre os mortais.

O oposto das mulheres frágeis
São estas novas revolucionárias
Que vejo a esmo
E como que numa erma multidão.