João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com Prefácio de Carmen Liz Vieira de Souza

O ROXO DO ARCO-ÍRIS



No mercado tinha fila.



No arco-íris tinha roxo.



Na cidade tinha porcos.



No cinema caridade.



No meu pensamento ânsia.



No quintal tinha amora.



No elevador: espelho.



Na minha boca: resposta.



Na dança vira poesia.



Na poesia – a dança.



Era tudo pura heresia.



A verdade vinha truncada.



A minha pele, o meu dia
Estiveram ressecados.


Ai que enjoo que sentia.
Ai parecia que estava grávida.



Que tocássemos nosso sino.
E víssemos se a dança a ânsia apagava.
E víssemos se o pulo o tombo cansava.

E víssemos se o anjo amava a anja e nos esquecia…!

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