João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com Prefácio de Carmen Liz Vieira de Souza


CESÁRIO SEMPRE ENCONTRAVA SEU GRANDE AMOR


Tinha muito para esconder naquela queda.



Os skinners não diriam o que eu pensava.



O meu juízo surgia no impacto
Do meu peito protegido sobre o chão.



O chão que me pertencia
Possuía uma fina sintaxe.



A cada ser falaria de um modo.



É por isso que nele eu rodava, pulava, era.



Tinha tanto a ocultar naquele passo
Que o grande público não seria suficiente
Para decidir se nele eu amava com fervor
Ou odiava com o furor que contamina.
Que não tentassem me salvar tantas vezes.



Eu precisava conhecer o precipício.



Familiarizar-me com os gritos de agonia.



Voltar triunfante e provar que viver enobrece.



Que não tomassem meus rodopios por prece.



Que me soltassem!



A dor podia ser uma ilusão.



A não-dor uma infinda fantasia.



Que parassem de me comparar com Sofia.



Ela era ela, eu era eu!

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