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domingo, 21 de setembro de 2014

João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com Prefácio de Carmen Liz Vieira de Souza


FLORA SEMPRE ERGUIA CESÁRIO


Eu sabia de você
No alto sobre mim.


Seu suor caíra
E molhara o meu rosto.



Eu sempre quisera,
Mas não podia.
Sua testosterona
Simbolizava justamente o contrário.



Mas não, eu erguia você
Para todo o mundo ver
Que eu era honesta
E ainda mãe
E ainda quente
E ainda sóbria
E ainda pensava
No que o mundo estava pensando
Intenso.



Que força, meu “Deus”!
Que coragem!



Que bailássemos as horas
E iluminássemos o tempo.
Que bailássemos as ruas
Onde os carros passavam.



Depois de erguer Cesário
Eu queria dançar com o pulso
Do meu próprio coração…!