João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com Prefácio de Carmen Liz Vieira de Souza

FABIANO PODERIA SER APENAS HOMEM



Mas overman, mas houvesse quem
O superasse na contemplação das nuvens…



Um pêlo do seu pé no palco fez ebó.



Fabiano também se tornara anjo.



Voava por sobre os prédios da Consolação num sábado fervido à noite.



Achara a vida enfadonha de cima.



Quantas mulheres não lhe dariam filhos!

Filho.


Ele não queria berimbau.
Ele vira as luzes de natal.
Apagava-as, apagava-as, apagava-as.
Soprando, soprando, soprando
Qual vela de aniversário.



Fabiano nascia a cada dia.



Parecia que as noites eram úteros



Úberes, úberes, úberes.



Bailava e sobrevoava o público.



O público nunca viu Fabiano
Mascar chicletes escondidos por trás das asas.
As asas.

As mesmas que o trouxeram dos sertões!

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