João Rosa de Castro - O Sonho de Terpsícore - Com Prefácio de Carmen Liz Vieira de Souza


O SERTANEJO



Fabiano tem tornozelos elétricos.



Salta a iluminar a escuridão;
Claro como um sertanejo de fato.



Brilha o homem a bailar com seus pulmões.



Fabiano não cansa de voar
Por sobre todos os continentes da vida.



Com seus tornozelos elétricos
Atrai todos para os seus pés.


O moço tem virilhas de mercúrio.



Não rebola com simples arquear de ancas.



O público alivia a dor dos dias.



Crianças e velhos lhe saúdam.



Fabiano tem virilhas de mercúrio.



Escolhe tão bem os inimigos
Que chega a não ter nenhum.



Seu sexo explode dentro das calças.



Usa chapéu para encobrir o cérebro eletrônico.
São dez bilhões de neurônios
Na sua cabeça eletrônica.



Tanto o mundo deve para este moço,
Que girará zilhões de vezes,
Sem que lhe recompense.



Vai, Fabiano, ser gauche no mundo
Que o cheiro do teu suor me excita

E eu não estou pronta para me deitar…!

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