João Rosa de Castro - Paisagens Oníricas - Com Prefácio de Olga Maria Gonçalves

OLHO DE FALCÃO



O sobrenatural atravanca.



A vida um arsenal desencanta.



Tudo é possível na solidão,
No silêncio da noite.



Passavam enquanto eu observava na foz muitos homens que queriam assistir o passar do tempo;
O desenrolar das nuvens,
O desabrochar lento da flor.



São meninos os homens que sonham;
Infantes os que dizem o sonho;
Embriões os que o interpretam.



A vida uma casa sem lâmpadas;
Virginal qual a mais dócil donzela.
A todos resta a noite.



A noite a hora de pensar;
O lugar para sentir.



A paragem: meditar.



Tudo está em movimento, salvo as coisas brutas como esta pedra.



Efêmeras que vão para o mais distante.



Os corpos tépidos ou humanos
Seguem querendo ser coisas.



Afã de se brutalizarem,
Anseiam por ser carregados

Qual horda no carro-de-boi…!

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