João Rosa de Castro - Paisagens Oníricas - Com Prefácio de Olga Maria Gonçalves

SEM RIMA




Digo tudo sem rima.



O mundo é já obra-prima.



Quem tem de poetizá-lo?



Afasta-te como em esgrima.



Não penses que sou fugidio.



Invado meu espaço no mundo
E rio do que já passou.



E chove uma chuva no Rio.



Não rimo! Não rimo nada!



Que nada é semelhante!



Um homem fugindo do frio
Precisa inda vir da Alemanha.



Não sou um infante com manha.



Só leio do papel da tinta
Que a luz e a luz do sol



Um dia, um dia eis que finda.



Poetizar é calar – dizer o que nunca se diz.



Amarra um nó cego na corda!




Sou tinto – eterno aprendiz!!

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