João Rosa de Castro - Paisagens Oníricas - Com Prefácio de Olga Maria Gonçalves

A PUREZA INEXPLICÁVEL DE UM SER




E teus filhos te sabem tão grandiosa,
Que se afastam como se se aproximassem de um sol eterno.
Tiveste tantas vidas em uma única vida;
Sabes as cores e matizes de cada dia.



A imprimirem os desenhos das nuvens.



Tu vens de tão longe.



Vens de uma distância inatingível.



Nem o filho mais robusto te alcança.



Desenhos tão chãos,
Traçando o caos a fim de superá-lo.



Tu abrigas o mundo.



E não percebes classe nem cor nem credo.



Cabe a Via Láctea com outros dez convidados
Nas festas com que recebes.



Quantos banquetes!



Quantos afagos,
Quanto carinho há no teu beijo.



E mesmo assim, nada te contamina.



Nem exército invade teus portões.



Acolhes os perdidos,
Como se junto com a reza rogasse por todos,
Na hora do distender.



E permaneces menina – sem máscara.



Nem traje que te embelezes ainda mais.



Alma nua iluminando o mundo.




Como és amada, Francisca!

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