João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

TUPÃ


Se Édipo trancou-se no seu quarto,
Seu pai levou a chave consigo,
Que tenho eu com isso de repente?
Que quero tanto em vão que não consigo?

Ora,
Viver é melhor que boiar.
Não é hora ainda de mascar chiclete.
Não é tempo de birra, Tupã!
Não ore que reza rasga, Tupã!
Escarlate é o vermelho bem vestido.
Teimosia é coisa de gente nascida, Tupã!
Amarelo é uma promessa.
A cor está no princípio, Tupã!
Tudo coisa de avó cansada.

Que sinto no meu peito que não vejo?
Que mais farei aqui se estou contente?
Jocasta é toda mãe que não desiste.
Amélia é que é mulher que se contente.

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