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domingo, 2 de agosto de 2015

João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

O MEIO


Manhã, acordo sozinho.
Acho estranha a figura do teto.
Se aproximam de mim, eu sorrio.
Eu balanço o pezinho pedindo
Colo, leite, carinho.

Prazeres dos beijos na boca.
A mão que desliza na pele.
A bunda tocada, a coxa.
O sol da manhã ilumina.

A casa parece uma dança.
Um vai pra lá e pra cá.
Não sei o que dizem tanto
Atrás das paredes e portas.

É uma orquestra.
É uma passeata.
É um manifesto.
É uma falange.

Isto é o meu futuro,
Andarei sem rumo.
Falarei ao vento.
Nada bastará.

Dá dá dá a gá da du gu dá dá são falas.