João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

O QUE FOI NO PEITO


Foi uma festa
Que fiz a ele.
Ele é tão lindo
Que dá gosto.
Cada palma,
Cada papa,
Cada afago
Que dou a ele
Ele devolve
Com sorriso,
Com vontade
E brilho nos olhos.
É um príncipe mesmo.
É o que há para alegrar-se.
Ser mãe não é pecado.
Mas ser mãe dele é.
Dá vontade de colar ele em mim toda.

Seus cabelos finos.
Sua pele firme.
Sua boca quase muda.
Enlouquecedor.
Eu enamorada
Me esqueço do mundo.
O seu sorriso consola
E seu choro atrai.
O perfume tão próprio
E o hálito eterno
Me encantam as narinas.

Fique lá a casa.
Fique lá o homem.
Fique lá o todo.
Que eu só tenho tempo
Se o tempo é com ele.

A minha riqueza é ele.
A minha herança é ele.
A minha construção arquitetônica é ele.
A minha arte é ele.
A minha possibilidade de reviver
Por saber que fecundo e produzo gerações é ele.

Foi uma festa.

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