João Rosa de Castro - O Erê - Com Prefácio de Rosângela Rodrigues Ferreira

O OURO


De onde vem o interesse
De pegar o que se pensa
Com as mãos que não atingem
Abaporu na parede?
O que é pastoso se sabe
Quando escorre na virilha.
Nosso homem é criança
Que aprende tão depressa!
Ele é expressão proibida,
Foi uma paixão recolhida,
Hoje é um orgasmo desenfreado
Que na velocidade estática do tempo
Se transforma e não percebe.
Apalpar a idéia mais gentil
Que lhe surge na mente
É seu desejo e seu dilema.
Impossível! Impossível!
O invisível pesa,
O intocável é fugaz.
Ele vai insistir
Pensando ser ouro
Tudo o que brilha.
Pensando que o tesouro é fácil
Porque para ele tudo é tesouro.
“O príncipe e o seu trono futuro.”
Todo paraíso é deixado para depois.
Ele gosta de sofrer
Para entender cada nuance
Imperceptível do alívio.

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