João Rosa de Castro - O Cio da Pedra


TULIPAS

É com o corpo todo que enfrento a guerra.
É vacilando entre a inocência dum menino
E a frieza dum legista.
O amor não pode reduzir-se
A uma distante aspiração de pessoa.
É preciso fatos convincentes
Para erguê-lo, para preservá-lo.
É preciso comunicação com a sabedoria das árvores.
É preciso o risco da própria finitude
Para entender este tão popular, mas desconhecido, sentimento.
É com a alma toda que visito o amor.
E a tragédia que espreita.
E a dúvida que permeia.
E a solidão que se insinua,
Essas personagens não são dignas de crédito
Quando o amor se manifesta
Nas vísceras do homem
Escolhido para amar.
Aí o impulso se concretiza.
Aí o impulso ganha voz.

Aí ele ganha matéria que se realiza.

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