João Rosa de Castro - O Cio da Pedra



A PROMESSA

Fechei o agosto com a táctil emoção de dever cumprido.
Anunciei feitos e oráculos por sons ouvidos ao ar livre.
Fechei um lindo e infinito agosto.
Embrulhei-o como perfume que presenteia o amado ser.
Celebrei o temível e esperado agosto
Com bons-bocados e comidas que comemos em agostos.
Fechei o agosto soltando retratos de deuses pelas janelas de prédios e aviões.
Fiz amigos no agosto amplo.
Passeamos nas quatro luas possíveis.
Inventamos ainda mais ritmos de ondas para alegria radioativa...
E alegria de quem foi à praia para brincar águas de agosto.
Desenhei múltiplos horizontes no agosto intenso.
Fui intenso com lembranças do olhar paterno.
E abri o setembro colorido.

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