João Rosa de Castro - Amargo & Inútil



OSTRAS COSMOPOLITAS  Nesta realidade inexoravelmente caótica crio com um golpe uma transrealidade onde caiba este corpo que não sabe plantar, sedentário de caça, virgem de construções arquitetônicas, (um ser-ativamente-não-sendo) e mesmo assim estranhamente exausto, sôfrego, moribundo. Ditando usam-se argumentos omissos contra a ditadura, impondo outra ditadura sorrateira, social-democrata, corrosiva. Assim dito eu a esta destra que imprime talqualmente sobre a pauta. Dita-se ao respirar, ao saborear cozinhas; dita-se adormecido e até nas noites em claro. Dita-se. Menos interferon gama. Mais interferon gama. E a imensidão da microgravidade produz o que já a farta atmosfera nega. Anjos aguardam do Senhor o fast track para sair trocando ticket-restaurante por tropical forest lands. Foi sempre útil dizer que os mecanismos institucionais foram diluídos em recipientes errados, para que não houvesse o risco de esquecer. No poder, contudo, os pais deixaram os filhos, os filhos os pais, os irmãos os irmãos, antes da renúncia esperada – vai ser difícil manter-se um só sol para aniquilar vampiros na manhã. Dinastia (sempre social-democrata). Quantas teerãs terão, assim? Tora Bora é imensa qual o mundo. Todos os fundamentalistas lá residem. Shindô-renmeistas, cubanistas, fura-pautas, nazistas, astronautas, caranguejos, caramujos, varejeiras, euistas, poetas, todos esses elementos fermentariam em mangues. Ocupa-se com as preferências sexuais de Bentinho enquanto, a ocidente do Éden, Adão muito contrariado encomenda um exame minucioso de ácido desixorribonucléico para descobrir quem de fato são seus filhos.

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