João Rosa de Castro - Amargo & Inútil



CO2 Muito mais haverá de clandestinidade numa assinatura em chancela consular do que no meu impulso em transformar o meu universo intenso em paragem habitável. Um processador escora-se sobre a rapadura sertaneja molhada. Tapioca envolta em modem. Cambalacho à terceira idade. Todo protocolo de gabinetes presidenciais resumido a telefonemas carnavalescos. Um período inteiro de seguro desemprego, um período para pensar. Na bastilha, na praça da República, nádegas anunciam desenganos. Movem-se os anti-heróis nos anos do mundo. Bebem todo tipo de álcool. Os anti-heróis em fila longa no trânsito espalham, com os pés no metal, CO2 nas alturas. Distribuem seus pensamentos inertes através do residual sentimento de fé. Remanescentes desejos manufaturados em tempo vestem o corpo e a alma dos anti-heróis. Principal volume de marginalidade ver-se-á no olhar dalgum poeta e menor será o crime dos neobarrabazes escolhidos para casamento. E terá nossa mímica maior valor que vossa reza. E será nosso suor mais caro ainda que vosso ouro. A hipersexualização dos olhares, dos andares, dos falares, dos pensares, múltipla e insana, far-me-á cedo dormir e com nada vezes nada sonhar.

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